Publicado por: greatbc | Abril 3, 2008

Historia evolutiva da Televisão e as suas consequências na sociedade

O primeiro sistema semi – mecânico de televisão analógica foi demonstrado em Fevereiro de 1924 em Londres, por Gato Felix e, posteriormente, imagens em movimento em 30 de Outubro de 1925. Um sistema electrónico completo foi demonstrado por John Logie Baird Philo e Taylor Farnsworth em 1927.Mais ou menos duas décadas depois da sua criação, a televisão atinge, nos “anos 50”, um grande desenvolvimento. Foi a televisão encarada como “a caixa que mudou o mundo”,e, não foi em vão que lhe foi atribuída tal frase; de facto a televisão revolucionou mesmo em vários aspectos o nosso mundo e na minha opinião deve-se a ela o mundo que conhecemos. Exemplo disso foi a revolução portuguesa do “25 Abril”. Para além do mal-estar vivido pelas pessoas e seus anseios revolucionários interiorizados até então, foi a abertura da televisão para outras ideias que permitiu que a revolução acontecesse. A partir da revolução “dos cravos”, a televisão tornou-se rapidamente um meio privilegiado de entretenimento e informação de fácil acesso a todos as pessoas, tendo-se transformado na mais poderosa manifestação de massificação cultural, padronização de comportamentos e eficaz arma para os publicitários que faziam deste meio um instrumento de incentivo ao consumo.Todavia, a televisão também servia para manipular/ condicionar a opinião pública; este condicionamento serviu muito bem os propósitos dos políticos que com este meio conseguiam um maior impacto junto das populações. Como seria de esperar não tardou muito para que o impacto da televisão se fizesse sentir em toda a sociedade que, teve desta maneira um disfarçado impacto na vida das populações, condicionadas por tudo o que a televisão trazia consigo, facto este que se mantêm até à nossa actualidade. Para além disto tudo a televisão viria a substituir o cinema como o novo meio de evasão das massas.A televisão expandiu-se por todo o mundo e, como têm sido óbvio Portugal, que costuma caminhar quase sempre na cauda da Europa, demorou muito até ter a primeira emissão televisiva. logo rtpA RTP foi constituída, no dia 15 de Dezembro de 1955, sendo a primeira transmissão televisiva um ano mais tarde na feira popular de Lisboa. Tal como acontecia no resto do mundo, também em Portugal, a televisão teve uma fácil adesão por parte de toda a população. Porém, aqui ela teve uma adesão mais acelerada devido à grande taxa de analfabetos existentes no nosso país. A aderência foi tão excepcional que mesmo com algumas horas por dia tinham sido vendidos dois mil televisores e, cinco anos mais tarde da primeira emissão, já se encontravam registados sessenta e oito mil televisores. Com esta excepcional aderência um ano depois, a cobertura televisiva era imensa. Algum tempo decorrido iniciou-se as emissões da RPT 2, em 1968, a 25 de Dezembro. Na década seguinte a RTP começa a transmitir para as regiões autónomas, entre as décadas de 72 e 75. Entre estes acontecimentos dá-se a primeira emissão a cores em Portugal, seguida do início das emissões dos últimos dois canais da RTP que conhecemos na actualidade, sendo estes a RTP Africa e RTP internacional.Decorridos alguns anos após o “25 de Abril”, vimos alteradas as leis sobre as emissões televisivas, e, pouco tempo depois, surgiram dois canais privados, a SIC (1992) e a TVI (1993). Muitas foram as alterações sofridas no interior da RTP com o fim de se adaptar às novas exigências do público.Seguidamente, começam as primeiras experiências das emissões por cabo. Esta ocorrência veio mudar e muito o mercado televisivo em Portugal, devido à sua enorme aceitação.Neste momento, as perspectivas da continuidade da televisão como a conhecemos são cada vez mais escassas, devido à grande expansão de um novo meio de comunicação social, a Internet ou mais vulgarmente net. A Internet desde da sua criação, e mais acentuadamente ao aparecimento da Internet de alta velocidade, tem-se notado cada vez mais um grande desenvolvimento neste meio; neste momento a Internet está a “roubar” muitos “adeptos” à televisão. Pensa-se que existam mais pessoas a navegar pela Internet do que a ver televisão. Por este motivo é fácil de entender que a televisão de hoje em dia está a morrer. Como forma de superar tal facto, os “senhores” da televisão estão a adaptar-se a este novo desafio, sendo esta adaptação, o IPTV. O IPTV, para os leigos na matéria é uma espécie de mistura da televisão com a Internet, ou seja, algo aparecido com o que conhecemos por YOU TUBE (a diferença é que se tem de pagar para ter acesso aos vídeos).

A principal diferença entre a televisão e o IPTV, é o facto de não serem os canais a escolher os conteúdos que os telespectadores vão ver, mas sim os espectadores a escolherem o que querem ver. Neste caso o impacto da televisão será menor, mas o problema será outro, o de poderem as pessoas escolher o que pretendem ver. Em conclusão, a televisão foi o meio que, até hoje, mais impacto teve no mundo em si, através das imagens que transmitiu e transmite; conseguiu mudar o pensamento e consciencializar as pessoas. A televisão mostrou o mundo ao mundo.

Desde a sua expansão a televisão tem exercido uma grande influência nos homens, mais particularmente nos jovens, sendo estes influenciados nas suas atitudes, valores e comportamentos. A adolescência é um período da vida do homem marcada por profundas mudanças fisiológicas, psicológicas, afectivas e intelectuais, ou seja, mudanças a todos os níveis. Para além disto ocorre neste período a formação da futura identidade. Sendo assim nesta etapa da vida adquirem grande importância sejam as emoções que o adolescente vive, sejam as situações e contextos nas quais vai construindo o seu “eu” e a sua própria identidade. Nesta fase os adolescentes procuram modelos no meio que os rodeia. Vão buscar cânones para a sua formação na sua família, amigos, professores, entre outros. Contudo, a realidade já há algum tempo que mudou, deixando assim os adolescentes de recorrer aos seus antigos cânones e procuram novos, particularmente, a televisão. Com estas informações pretendemos dar a conhecer o verdadeiro impacto da televisão nos jovens, as consequências, os benefícios, perigos e possíveis soluções para reduzir o impacto da televisão ou tornar este impacto positivo.Este impacto é mais notado na fase da infância e adolescência; nestas faixas etárias a televisão é um meio básico de informação mesmo mais do que pais e professores. As faixas etárias anteriores tem tendência para imitarem um conjunto de gestos, comportamentos, movimentos e até formas de falar de certas personagens da televisão( como actores preferidos).Contudo não são só os jovens que imitam as personagens televisivas, também o resto dos telespectadores interiorizam muitos dos modos de comportamentos que passam na televisão. As crianças que realizam as suas primeiras aprendizagens através da observação, experimentação e imitação, e, assim sendo, vão encontrar na televisão um bom meio para aprender. Só que a informação que lhes chega é uma interpretação desta mesma televisão. Sendo assim, as crianças vêem a realidade de forma condicionada.Acresce que, as crianças e jovens vêem cada vez mais cedo os programas para adultos, nomeadamente programas de tipo generalista, para além de muitos outros programas impróprios, onde são expostos conteúdos desadequados, sendo talvez os mais perigosos os que encerram actos violentos. Segundo um estudo da universidade da Colômbia e de Nova Iorque, quanto mais tempo uma criança estiver a ver televisão mais agressiva se pode tornar, porém, este efeito, pode ser reduzido através da presença e acompanhamento apropriado dos pais. Neste estudo, é igualmente referido que os conteúdos dos programas televisivos, nos momentos de maior audiência, em uma hora de televisão pode conter entre 20 a 25 actos violentos. O estudo prova ainda que os jovens envolvidos em maior número de casos agressivos ou violentos irão ser aquele grupo de adultos que mais horas de televisão irão ver (consultar o anexo nº 1 do separador “Televisão”).Casualmente pensamos no porquê da existência da televisão em nossas casas? Ela é o meio de satisfazer uma necessidade recreativa da família e torna-se assim indispensável para as pessoas obterem informações, formação, entretenimento e cultura. Isto, acontece devido à sociedade em que vivemos, na qual o bem mais escasso é o tempo. Por este motivo, a televisão tem-se tornado num membro das famílias, repartindo a nossa intimidade, acompanhando o nosso percurso existencial e dividindo o mesmo tecto connosco. A situação atrás referida faz com que as pessoas constituintes da família(pais, filhos, avós,) quando chegam a casa em vez de socializarem( falarem entre eles), preferem ver televisão. Este tipo de acontecimentos desenvolve muitos problemas de tipo social, e, um exemplo disto é o facto de os jovens ao verem muito televisão em vez de conversarem com os pais, começam a desenvolver uma ligação de afectos mais débil como estes, sendo esta trocada pela ligação a própria televisão, ou seja, a televisão passa a ser uma espécie de “ama-seca”.Este facto, vai fazer com que na adolescência existam muitos conflitos entre os pais e filhos (apesar de este não ser o único motivo para conflitos), porque se formos a ver bem, na nossa sociedade os modos de educar as crianças/jovens são muito diversificados. Segundo o autor Baumrind, existem três tipos de géneros educativos, porém no meu ver, os mais patentes são o permissivo (onde existe liberdade total, mas onde a criança se pode sentir “desamparada”) e o outro o autoritário (existência de controlo excessivo e pouca independência dada pelos pais).Na opinião do grupo, entende-se que os pais devem mediar a interacção dos filhos com a televisão (nomeadamente programas e número de horas que passam à frente da televisão), não devem deixar nem as crianças “sozinhas” nem devem também ser proibidas de verem televisão.Apesar da sua função ser informar, educar e divertir, nós hoje em dia, sabemos que este é um meio que valoriza o entretenimento e quase sem programas educativos. Contudo o problema não é só das televisões, porque as televisões só passam o que as pessoas querem ver. Com tudo isto podemos dizer que o problema não é o que a televisão faz às pessoas, mas antes o que as pessoas fazem à televisão.O objectivo da televisão actual é conseguir o máximo de benefícios, tornando-se assim cada vez mais um negócio, onde os programas são instrumentos para obter as tarifas mais altas de publicidade, e elevadas audiências. Para ver estes efeitos diminuídos existem algumas soluções; as primeiras são a “educação para os media” e um papel mais activo no controlo do acesso aos conteúdos por pais. Na primeira solução podemos dizer que a ideia para uma “educação para os media partiu da UNESCO, em 1982, num conselho, onde a UNESCO chamou a atenção para “uma educação para os media”. Esta “educação para os media” define-se em novas formas universais de educação, que se dividem em, educação para a multiculturalidade, a sexualidade, o consumo, cidadania e valores. Em conclusão deste ponto, a educação é necessária para tornar os nossos jovens mais críticos quanto aos conteúdos que a televisão transmite.Na segunda possibilidade o papel activo dos pais também pode ajudar os jovens a perceberem melhor o mundo que a televisão transmite, pois é no ambiente familiar que as crianças fazem as suas primeiras aprendizagens.Verifica-se pois uma decisiva e fundamental importância do papel dos pais como intervenientes no processo de selecção de programas a serem vistos pelos seus filhos. Caberá ao estado fazer o crucial investimento na educação para os media.

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Responses

  1. ESTE E UM TRABALHO ESCOLAR QUERIA SABER MAIS ALGUN COMENTARIO SOBRE ESTE TEMA QUE E A INFLUENÇIA TELEVISIVA E AS SUAS CONSEQUENÇIAS


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